"ATMA é a viagem dedilhada de um cantador de histórias que partiu aos primeiros acordes da madrugada,
quando leves pinceladas violeta se infiltram na escuridão da noite e os pássaros assobiam melodias que celebram o ritual despertar do Sol.
Na frescura alba da manhã, trilhando a mesma estrada de folhas caídas, o cantador encontrou o ritmo, e lado a lado caminharam quase um ano, até que dois raios de luz atravessaram o cinzento invernal daquele céu trazendo consigo a harmonia,a plenitude que enquanto Todo podiam enfim aspirar.
Quatro espíritos, uma só voz, “Com a mesma Alma” é o primeiro relato desta viagem partilhada, uma viagem a este e a outros tempos, às nossas raízes e a tantas outras culturas e ambiências… é uma aldeia caiada de azul forte e vivo repousando escondida algures nas montanhas, um embondeiro que ergue os seus braços ao céu, um bule de chá verde e o odor fresco a hortelã borbulhando adormecido sobre uma cama de brasa… é o ritmo hipnótico de povos árabes ecoando nas paredes de um velho forte português, a saia rodopiando encanto e charme ao sabor do cajon, a doçura melancólica do crioulo, murmurando baixinho saudades de casa…
é o longínquo do deserto num olhar que foi e voltou, para descobrir por fim que não há como a guitarra portuguesa para cantar o fado do viajante."
Iuri Amador, Texto do Álbum "Com a mesma Alma", 2010.
"... Unem uma guitarra portuguesa quase omnipresente ao fado mas também à África moura e à África negra, às Índias orientais e ocidentais, ao flamenco e a outras topologias ciganas..."
António Pires, in Jornal "i" - Guitarras Portuguesas, 2010.
"A tradição de canto e de fado luso que viaja mais longe e se une às raízes da sua própria história. Um reflexo da alma portuguesa que tem também cores da Índia e ritmos da África árabe e negra. Uma união de ritmos ibéricos que casam o fado ao flamengo e a toda a tradição cigana.
Música que por voar e ser livre traz o mar português ao deserto de África e nos embala num sonho. Um transe conduzido pelo hipnotismo das vozes e o vibrar das cordas da guitarra e o bater da percussão.
Música que é o que os seus interpretes são. Genuína porque vivida, respirada e sentida. Portuguesa pela guitarra e pelo estilo. Lusa de gema, porque ser luso é ser mais além, é ser de todo o mundo".
Célia Fialho, Álbum "Com a mesma Alma", 2010.
"Os ATMA são...um grupo Português de World Music. Português porque está lá quase sempre uma guitarra portuguesa e é cantado em português. E de world porque os ATMA viajam também, com amor e curiosidade, por muitas outras latitudes e geografias musicais: Magrebe, Africa Lusófona, América Latina, Índia, etc..."
António Pires, in Time Out, 2010.
"Procurando conjugar uma viagem introspectiva por vezes com um universo onírico e noutros momentos com um certo bucolismo, a sonoridade final dos ATMA transparece uma coexistência dos mais variados géneros musicais..."
Francisco Manitto Torres, in Feedbackmusica, 2009.
MEMBROS:
Berta Azevedo: Voz.
Sofia Sousa Claro: Voz.
Hugo Claro: Voz, Guitarra Clássica, Guitarra Portuguesa, Bandolim e Acordeão.
João Novais: Contrabaixo.
Jorge Machado: Percussão.
Já participaram ao vivo como convidados: Teresa Gabriel (Voz e Guitarra Clássica), Caroline Oulman (Voz, Guitarra Clássica, Sagats e Dança), Gonçalo Bacalhau (Charango, Guitarra Clássica e Sagats), Lucas Almeida (Desenho Digital), Rúben Branco (Didgeridoo), Susana Luís (Dança), Emília Rodrigues (Dança), Joana Martins (Dança), Cláudia Santos (Dança), Catarina Parrot (Dança), Lobsang Dorje (Voz e Taças Tibetanas), Nuno Mascarenhas (Didgeridoo), Elsa Shams (Dança), José Sebastião (Baixo), Simon Frankel (Performance), Gonçalo Nuno (Flauta Transversal), Guilherme da Luz (Sintetizadores), Rui Ferreira "Oliveirinha" (Animação Circense), Dama Bete (Voz), Gonçalo Nunes (Baixo), Anokha Coxe (Dança) e Grupo de Sevilhanas e Flamenco "Soledad" (Dança).
ATMA’s tracks
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